O Superior Tribunal de Justiça (STJ) prorrogou, por unanimidade, o prazo para conclusão da sindicância que investiga o ministro Marco Buzzi por denúncias de importunação sexual. A reunião de análise, inicialmente marcada para 10 de março, foi remarcada para 14 de abril.
Em fevereiro, o STJ decidiu afastar Buzzi de forma cautelar e temporária enquanto durar a apuração. O ministro está impedido de acessar as dependências do tribunal e de utilizar veículo oficial e outras prerrogativas do cargo.
A sindicância, que pode recomendar a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), busca aprofundar as investigações com análise detalhada e tomada de depoimentos. Uma eventual punição pode resultar em aposentadoria compulsória.
Buzzi é alvo de duas denúncias: uma de uma jovem de 18 anos que teria sido importunada durante férias na casa do ministro em Santa Catarina, e outra de uma ex-funcionária de seu gabinete, com alegações referentes a 2023. As denúncias foram encaminhadas ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que compartilhou o material com o STJ.
A defesa do ministro nega todas as acusações, alegando inocência e sustentando a ausência de provas. Em carta ao STJ, Buzzi pediu licença de 90 dias. Nos bastidores, colegas avaliam que uma alternativa seria o pedido de aposentadoria antes da abertura formal do PAD, medida que sinalizaria a capacidade do tribunal de “cortar na própria carne”.