O chef René Redzepi renunciou nesta quarta-feira (11) ao Noma, restaurante que fundou em 2003 e levou ao reconhecimento internacional. A saída ocorre em meio a um contexto de denúncias de abusos e más condições de trabalho na cozinha do estabelecimento, que já foi considerado o melhor do mundo.
O Noma, localizado em Copenhague, na Dinamarca, foi pioneiro no movimento da nova gastronomia nórdica e conquistou três estrelas Michelin. A renúncia de Redzepi marca o fim de uma era para o restaurante, que se tornou um ícone global da alta gastronomia sob sua liderança.
As denúncias que cercam a saída do chef incluem relatos de uma cultura de trabalho excessivamente exigente, com longas jornadas e pressão psicológica sobre a equipe. Este caso se insere em um debate mais amplo sobre as condições laborais na restauração de luxo, um setor historicamente marcado por práticas intensivas.
A decisão de Redzepi ocorre num momento de transformação para o Noma, que recentemente anunciou mudanças no seu modelo de negócio, incluindo o encerramento do serviço de restaurante tradicional para se focar em pop-ups e outros projetos. A direção do restaurante ainda não divulgou quem assumirá a liderança criativa da cozinha.