O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã concentra-se numa das regiões mais estratégicas para o abastecimento global de energia. O Oriente Médio abriga algumas das maiores reservas de petróleo do planeta – o Irã detém a terceira maior, e a Arábia Saudita, a segunda – e concentra instalações cruciais de produção e refino.

Toda essa produção depende do Estreito de Ormuz, corredor marítimo que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é vital para abastecer os setores produtivos mundiais. Cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente passa por esta rota, que já foi fechada pelo governo iraniano.

O cenário pode se agravar ainda mais. O general da Guarda Revolucionária iraniana, Ebrahim Jabari, ameaçou atacar “todos os centros econômicos” do Oriente Médio caso os bombardeios de EUA e Israel continuem.

Para entender como o fechamento do Estreito de Ormuz desencadeia um efeito cascata na economia global, Natuza Nery, do podcast O Assunto, conversou com José Roberto Mendonça de Barros, fundador da consultoria MB Associados e ex-secretário de política econômica do Ministério da Fazenda (1995-1998).

Mendonça de Barros analisa os impactos da guerra não apenas no petróleo, mas também na produção e distribuição de gás natural e fertilizantes. Ele explica como essas disrupções repercutem diretamente nas economias do Brasil e dos Estados Unidos, com potenciais altas no preço dos alimentos em cadeia.

O conflito já teve episódios dramáticos, como o lançamento de drones iranianos contra a maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita. O fechamento da principal rota marítima de escoamento do petróleo do Oriente Médio acendeu o alerta nos mercados internacionais, com reflexos imediatos nos preços das commodities e na inflação global.

O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Amanda Polato, Sarah Resende, Carlos Catelan e Luiz Gabriel Franco. Apresentação: Natuza Nery.