Em trocas de mensagens com a namorada, Martha Graeff, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou estar “sofrendo uma extorsão bem chata” em Brasília, em abril de 2024. O diálogo, parte de documentos analisados pela CPMI do INSS no Senado, não revela quem estaria por trás da suposta extorsão.
Na conversa de 9 de abril, Vorcaro (identificado como “DV” nos documentos) descreve ter tido um “dia péssimo” devido à situação, mas afirma que é “difícil me abalar e jogar pra baixo”. Martha Graeff demonstra preocupação e espera que a situação se resolva logo.
As mensagens foram encontradas no celular do banqueiro, apreendido em novembro de 2025, e são parte da investigação da terceira fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal. A operação, que resultou na prisão de Vorcaro e outros três acusados em 4 de março de 2026, investiga crimes de lavagem de dinheiro, fraude processual e obstrução de justiça.
Na decisão de prisão, o ministro do STF André Mendonça afirmou que Daniel Vorcaro chefiava uma espécie de milícia privada que monitorava autoridades e perseguia jornalistas. As investigações também apontam que o grupo teria se infiltrado no Banco Central, com dois servidores de alto escalão recebendo propina para repassar informações privilegiadas ao banqueiro.