As vendas globais de veículos da BYD sofreram uma queda acentuada de 41% em fevereiro de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A fabricante chinesa divulgou que comercializou 190.190 unidades no período, contra 322.846 em fevereiro de 2025. Este é o pior desempenho mensal desde fevereiro de 2020, quando a pandemia de Covid-19 provocou uma retração de 80,5%.

No acumulado do ano (janeiro e fevereiro), a queda foi de 35,7%, com 400.241 veículos vendidos em 2026, frente a 623.384 no mesmo intervalo de 2025.

A análise por tipo de propulsão revela que os modelos híbridos plug-in foram os mais impactados, com uma redução de 44% nas vendas (de 193.331 para 108.243 unidades). Já os veículos totalmente elétricos tiveram uma queda de 36,3%, passando de 162.788 para 124.902 unidades.

Especialistas apontam que a desaceleração está concentrada no mercado doméstico chinês, onde a demanda por veículos elétricos arrefeceu após anos de crescimento acelerado. Fatores como a redução de incentivos governamentais e uma intensa guerra de preços entre as cerca de 150 marcas locais contribuíram para o cenário. Medidas recentes do governo chinês para coibir vendas abaixo do custo devem levar a uma consolidação do setor, com fusões entre fabricantes.

Em contraste com o desempenho global, a BYD mantém uma trajetória de crescimento no Brasil. A marca lidera o segmento de veículos eletrificados, com 41,3% de market share e 9.801 unidades emplacadas em 2026. No mercado geral de automóveis novos, a BYD ocupa a quinta posição, à frente de marcas tradicionais como Jeep, Honda e Toyota. Em fevereiro, o modelo BYD Dolphin Mini foi o veículo zero quilômetro mais vendido no varejo brasileiro.