O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, minimizou as doações feitas por investigados no Caso Master à campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2022. Em entrevista à GloboNews, Valdemar afirmou que as contribuições não foram as maiores recebidas e destacou que os doadores eram atraídos pelo “prestígio” do ex-presidente.

“As doações que foram feitas, nós tivemos muitas doações e falam que foi a maior. A maior não foi essa, foi uma de R$ 7 milhões”, disse Valdemar. “E todo mundo doa, esse pessoal doa pela força e pelo prestígio do Bolsonaro”.

Questionado sobre possíveis envolvimentos de políticos do partido no esquema do Banco Master, Valdemar disse não acreditar na hipótese. “Tudo é possível, mas não acredito porque, se tivesse alguém envolvido, esse envolvido já teria me procurado para falar da CPI. Então, como ninguém me procurou até agora, eu vejo que não tem gente nossa envolvida”.

O presidente do PL defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar o caso. “Acho que a CPI do Senado devia ser instalada imediatamente. É um absurdo. Acho que o Congresso tem que investigar”.

Valdemar afirmou não conhecer Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal na última quarta-feira (4). Entre os detidos está Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e maior doador pessoa física da campanha de Bolsonaro em 2022.