O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (11) que vai “lutar” para que o vice na chapa à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo seja do PL. O nome indicado pelo partido é o do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), deputado André do Prado (PL).

“Nós vamos lutar pela vice, e o nosso vice é o André do Prado, presidente da Assembleia nesses quatro anos”, declarou Valdemar em entrevista ao programa “Em Ponto”, da GloboNews.

O líder do PL argumenta que a vaga de vice deveria ficar com a sigla por ser a de maior bancada de deputados estaduais entre os partidos que apoiam Tarcísio. “Nós temos 20 deputados estaduais. Nós temos metade da bancada que apoia o governo e vamos eleger 25 ou 26 deputados estaduais. Então, nós vamos chegar para o governador Tarcísio: ‘Nós viemos pedir a vice porque temos isso, isso e isso para oferecer e queremos fazer parte do seu governo'”, explicou.

Valdemar informou que o pedido formal será feito a Tarcísio após o Carnaval. “Vou marcar uma audiência com ele e pedir essa vaga para ele. Porque quem manda na vaga é ele. O vice é ele quem tem que escolher”, completou.

Disputa pela vaga de vice

A ambição do PL pela vaga de vice abre uma disputa interna entre os partidos da base aliada. Além do PL, o PSD, liderado por Gilberto Kassab, já manifestou interesse público pela posição, atualmente ocupada por Felício Ramuth. O MDB do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também deseja indicar o candidato.

Fontes do Palácio dos Bandeirantes indicam que a tendência, no momento, é que Tarcísio mantenha Ramuth na chapa, valorizando a lealdade demonstrada ao longo do mandato e buscando pacificar a base aliada durante o período eleitoral.

Indicação para o Senado

Sobre a vaga ao Senado Federal por São Paulo, Valdemar afirmou que existe um acordo para que a família Bolsonaro escolha o candidato do PL. Nomes como os deputados federais Marcos Feliciano e Mário Frias e os deputados estaduais Cezinha de Madureira e Gil Diniz estão sendo estudados.

“Eu tenho um acordo com o Bolsonaro que quem ele escolher a gente respeita e ele respeita também. Senador é o Bolsonaro que indica. Governador é a direção nacional que faz a indicação”, explicou o presidente do PL.

Futuro partidário de Tarcísio

Valdemar também comentou sobre a possibilidade de Tarcísio migrar para o PL. Segundo ele, havia expectativa de que a mudança ocorresse caso o governador fosse candidato à Presidência da República. Com a decisão de Tarcísio concorrer à reeleição em São Paulo, a tendência é que ele permaneça no Republicanos.

“O Tarcísio tem uma situação hoje em São Paulo que não depende de partido. O Tarcísio tem aprovação muito boa em São Paulo, tem muito prestígio”, avaliou.