Antes mesmo do amanhecer, grupos de moradores de grandes cidades já estão de pé, trocando a agitação urbana pelo silêncio e pela calma da roça. Em busca de ar puro e tranquilidade, esses visitantes encontram no turismo rural uma pausa revigorante do estresse do cotidiano.
“É muito bom você trocar a cidade pelo campo. Quando você deixa aquela correria e vem para um ambiente desse, de calmaria, bem próximo à natureza, parece que você está em outro planeta. A sensação de bem-estar é imediata”, relata o engenheiro Douglas Eller, capturando a essência dessa experiência transformadora.
Em regiões como Jundiaí (SP), propriedades rurais estão abrindo suas porteiras, diversificando a atividade puramente agrícola para incluir o turismo. Em um desses sítios, os hóspedes começam o dia com um café da manhã feito no fogão a lenha e, em seguida, partem de trator para a plantação, onde participam ativamente da colheita.
Colher frutas diretamente do pé é uma das experiências mais valorizadas. “A gente acaba agregando valor à fruta, e além disso o consumidor que chega aqui para fazer a colheita tem uma fruta fresca de qualidade e aquele prazer de retirar a fruta e saber de onde está vindo o alimento dele”, explica o produtor Rafael Michelin. Seu sítio chega a receber 300 visitantes por fim de semana, eliminando intermediários e fortalecendo o negócio familiar.
O impacto econômico é significativo. Só em Jundiaí, o turismo rural atrai cerca de um milhão de pessoas anualmente, injetando recursos na economia local e ajudando a preservar as áreas agrícolas. Para turistas e produtores, essa troca vai além do simples lazer: é um caminho sustentável que valoriza o campo, gera renda e reconecta as pessoas à origem dos alimentos.