O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma ação judicial contra o Serviço de Receita Interna (IRS) e o Departamento do Tesouro dos EUA, exigindo uma indenização de 10 bilhões de dólares (aproximadamente 51,9 bilhões de reais). A ação alega que o vazamento de suas declarações de imposto de renda causou danos significativos aos seus negócios e reputação.
A demanda foi apresentada por Trump a título pessoal, juntamente com seus dois filhos mais velhos, Eric e Donald Jr., e o conglomerado familiar, a Trump Organization. O processo argumenta que as agências governamentais tinham o dever legal de proteger a confidencialidade das informações fiscais dos demandantes.
As declarações de impostos de Trump foram objeto de intenso escrutínio público durante sua campanha e presidência, após ele se recusar a divulgá-las, quebrando uma tradição seguida por candidatos presidenciais nas últimas décadas. Os documentos foram vazados para a imprensa entre maio de 2019 e setembro de 2020 por Charles “Chaz” Littlejohn, um ex-funcionário do IRS.
Littlejohn confessou-se culpado pelas acusações relacionadas ao vazamento em 2023 e foi condenado a cinco anos de prisão. Em setembro de 2020, o New York Times publicou reportagens baseadas nos documentos vazados, revelando que Trump pagou apenas 750 dólares em impostos federais sobre a renda em 2016 e 2017, e que não pagou impostos federais sobre a renda em 10 dos 15 anos anteriores.
O caso coloca em foco questões de privacidade, segurança de dados e a responsabilidade de agências governamentais na proteção de informações confidenciais dos contribuintes.