O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (21) o ‘Conselho da Paz’ durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça. A iniciativa, que contou com fortes críticas às Nações Unidas (ONU), visa estabelecer uma nova estrutura para a manutenção da paz e reconstrução em zonas de conflito, começando pela Faixa de Gaza.

O órgão pretende discutir temas como governança global, relações regionais, reconstrução pós-conflito e atração de investimentos. Segundo a proposta apresentada, Donald Trump terá um mandato vitalício como presidente do grupo e gozará de amplos poderes de decisão.

Uma das condições mais polémicas estabelecidas é que os países que desejarem um assento permanente no conselho precisarão contribuir com uma taxa de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,37 bilhões). Esta exigência financeira tem gerado debate sobre a acessibilidade e a natureza exclusiva da iniciativa.

A criação do ‘Conselho da Paz’ tem levantado preocupações na comunidade internacional, com receios de que o grupo possa enfraquecer o papel e a autoridade das Nações Unidas, a principal organização multilateral para a paz e segurança globais.

Lideranças de diversos países foram convidadas a participar do conselho. Entre os nomes convidados está o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que, de acordo com as informações disponíveis, ainda não respondeu ao convite.