O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que está considerando assumir o controle militar do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas para o abastecimento global de petróleo. A declaração foi feita em entrevista à CBS News, em um contexto de forte pressão nos mercados e alta acentuada nos preços do barril, que se aproximaram dos 120 dólares.

Trump afirmou que os Estados Unidos “poderiam fazer muita coisa” em relação ao estreito, negou as alegações do Irã de que a via estaria fechada e ameaçou destruir o país persa caso tente interferir na passagem. “Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã”, declarou o presidente americano.

A tensão geopolítica na região, envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, tem sido um dos principais motores da volatilidade no mercado de energia. Forças iranianas já ameaçaram atacar navios que atravessem a rota, localizada entre o território iraniano e a Península Arábica.

O Estreito de Ormuz é um ponto de estrangulamento vital, responsável pela passagem de cerca de 20% de todo o petróleo comercializado mundialmente, além de uma grande parcela do gás natural liquefeito exportado pelo Catar. Qualquer interrupção no fluxo através desta passagem tem impacto imediato nos preços globais da energia e na economia mundial.

Trump também sugeriu que a guerra contra o Irã estaria “praticamente concluída”, declaração que contribuiu para uma ligeira queda nas cotações do petróleo após a entrevista. A valorização do petróleo é uma preocupação central para a administração americana, com potencial para impactar a economia doméstica e influenciar o cenário eleitoral de novembro.

Historicamente, o controle do Estreito de Ormuz tem sido disputado. Durante a guerra entre Irã e Iraque na década de 1980, navios petroleiros foram atacados, levando os EUA a iniciarem operações de escolta na região. Desde então, a ameaça de fechamento do estreito tem sido uma carta na manga do Irã em momentos de tensão com o Ocidente.