O ex-presidente Donald Trump proferiu o seu discurso do Estado da União perante uma sessão conjunta do Congresso dos Estados Unidos, num evento que marca uma tradição anual da política norte-americana.

O discurso, realizado na terça-feira, ocorre num contexto de intensas pressões internas, com foco particular nas operações contra a imigração ilegal. Espera-se que Trump tenha abordado este tema de forma proeminente, defendendo as suas políticas de fronteira.

Outro ponto de destaque foi a reação à recente decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou um conjunto de tarifas comerciais impostas a outros países. A análise aponta que Trump terá criticado veementemente esta decisão judicial durante a sua intervenção.

O evento não decorreu sem contestação. Um grupo de parlamentares democratas anunciou a intenção de boicotar o discurso, organizando em simultâneo um comício para protestar contra as políticas da administração Trump.

Especialistas, como Sandra Cohen, antecipam que Trump enfrentará dificuldades significativas em convencer o público americano de que o país está no rumo certo, citando divisões políticas profundas e desafios económicos.

Em paralelo ao evento principal, os protocolos de segurança presidencial, como a figura do “sobrevivente designado” – um membro do governo escolhido para assumir a presidência em caso de catástrofe – voltaram a estar em foco, sublinhando a solenidade e os procedimentos que rodeiam estes momentos de Estado.