O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (3) que a Marinha norte-americana está pronta para escoltar navios petroleiros através do estratégico Estreito de Ormuz, caso seja necessário. A afirmação representa uma resposta direta às ameaças recentes do Irã de fechar a passagem marítima.

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou: “Se necessário, a Marinha dos Estados Unidos começará a escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz o mais rápido possível. Aconteça o que acontecer, os Estados Unidos garantirão o LIVRE FLUXO DE ENERGIA para o MUNDO”.

A declaração ocorre após a Guarda Revolucionária do Irã ter anunciado na segunda-feira (2) que a passagem não seria segura e que poderiam atacar embarcações que tentassem atravessar a rota. O Estreito de Ormuz é um canal vital para o transporte global de petróleo, por onde passa aproximadamente um quinto do consumo mundial.

Trump também destacou o poderio militar e econômico dos Estados Unidos, referindo-se a ele como “o maior da Terra”, e anunciou novas medidas econômicas. O presidente determinou que a Corporação Financeira de Desenvolvimento dos Estados Unidos (DFC) ofereça, com efeito imediato, seguro contra risco político e garantias financeiras para todo o comércio marítimo que transite pelo Golfo, especialmente para o transporte de energia.

Apesar das ameaças iranianas, autoridades militares dos EUA afirmaram que a via marítima não está oficialmente bloqueada. No entanto, a escalada retórica já provocou impacto nos mercados internacionais. Os preços do petróleo dispararam nesta terça-feira, refletindo o temor de uma interrupção no fornecimento. O barril de Brent chegou a subir mais de 8% durante o dia.

Qualquer interrupção no tráfego pelo Estreito de Ormuz pode reduzir a oferta global de petróleo, pressionando os preços da commodity e tendo reflexos nos custos de combustíveis, transporte e inflação em diversos países. A situação é monitorada de perto por investidores e governos em meio ao receio de uma expansão do conflito na região.