Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem benefícios acima do salário mínimo terão reajuste de 3,90% em 2026. O índice foi calculado com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, divulgado na sexta-feira (9).

Com a correção, o teto dos benefícios do INSS passará de R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55. A atualização foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) na segunda-feira (12).

É importante destacar que o reajuste de 3,9% ficou abaixo da inflação oficial medida pelo IPCA, que fechou 2025 em 4,26%. Isso significa uma perda de poder de compra para os segurados que recebem acima do piso.

Como será aplicado o reajuste?

O aumento integral de 3,90% vale apenas para quem já recebia aposentadoria ou pensão em 1º de janeiro de 2025. Para quem passou a receber o benefício a partir de fevereiro daquele ano, o reajuste será proporcional. Quanto mais recente a data de concessão, menor o índice aplicado.

Confira os percentuais proporcionais por mês de início do benefício em 2025:

  • Janeiro: 3,90%
  • Fevereiro: 3,90%
  • Março: 2,38%
  • Abril: 1,86%
  • Maio: 1,38%
  • Junho: 1,02%
  • Julho: 0,79%
  • Agosto: 0,58%
  • Setembro: 0,79%
  • Outubro: 0,27%
  • Novembro: 0,24%
  • Dezembro: 0,21%

Para os segurados que recebem exatamente um salário mínimo, o reajuste é automático e acompanha a atualização do piso nacional, que em 2026 é de R$ 1.621,00.

O que muda nas regras de aposentadoria em 2026?

Para quem já contribuía com o INSS antes da reforma da Previdência (novembro de 2019) e está nas regras de transição, haverá novos ajustes em 2026:

  • Idade mínima: Aumenta seis meses. Mulheres precisam de, no mínimo, 59 anos e seis meses. Homens precisam de 64 anos e seis meses.
  • Tempo de contribuição: Permanece em 30 anos para mulheres e 35 anos para homens.
  • Regra dos pontos: A pontuação mínima (soma da idade com o tempo de contribuição) sobe para 93 pontos para mulheres e 103 pontos para homens.

Entenda o INPC e os resultados de 2025

O INPC, usado para reajustar aposentadorias desde 2003, teve alta de 3,90% no acumulado de 2025. Em dezembro, o índice subiu 0,21%. O indicador é calculado pelo IBGE e refere-se a famílias com renda de 1 a 5 salários mínimos, com chefe assalariado.

Diferente do IPCA (inflação oficial), que mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos, o INPC tem um escopo mais restrito, o que explica a diferença entre os índices.

Em 2025, os preços dos produtos não alimentícios (4,32%) subiram mais que os alimentícios (2,63%). Regionalmente, Vitória registrou a maior alta anual (4,82%), influenciada principalmente pelos aumentos na energia elétrica residencial.

Fonte: G1