O governo federal lançou oficialmente a primeira Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa, anunciada em cerimônia no Palácio do Planalto, tem como objetivo revolucionar o atendimento público de saúde no Brasil, incorporando tecnologias de ponta como inteligência artificial (IA) e telemedicina.
O projeto promete tornar os serviços de saúde mais ágeis, com a expectativa de reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em situações de emergência. A sede da rede será instalada em São Paulo, no Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.
Como funcionará a rede inteligente do SUS
A nova rede utilizará inteligência artificial para otimizar a triagem de pacientes, tornando o processo mais rápido e preciso. A telemedicina será amplamente empregada para conectar pacientes a especialistas, independentemente da localização geográfica.
“Os hospitais inteligentes usam da mais alta tecnologia e inteligência artificial, usando uma rede que permite fazer procedimentos a distância e para acelerar diagnóstico”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Além disso, o projeto prevê:
- Ambulâncias com tecnologia 5G: Equipadas para monitorar sinais vitais dos pacientes em tempo real durante o transporte.
- Cirurgias robóticas e medicina de precisão: Para tratamentos mais personalizados e eficazes.
- Serviços totalmente digitais: Com monitoramento contínuo, integração de equipamentos e sistemas preditivos para antecipar agravamentos no estado de saúde.
- Troca de conhecimento: A rede facilitará a colaboração entre especialistas de diferentes regiões do país, conectados a uma central nacional de pesquisa e inovação.
Estrutura e investimento
O coração da rede será o ITMI-Brasil, que contará com 800 leitos, sendo 250 de emergência, 350 de UTI e 200 de enfermaria, além de 25 salas cirúrgicas. A unidade deve atender cerca de 20 mil pacientes por ano, com foco em neurologia, neurocirurgia, cardiologia e terapia intensiva. Sua inauguração está prevista para 2027.
O financiamento para a implantação do instituto, no valor de R$ 1,7 bilhão, foi garantido por meio do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos BRICS, presidido por Dilma Rousseff.
UTIs Inteligentes em 13 estados
O projeto inclui a criação de 14 UTIs inteligentes e interligadas, distribuídas por 13 estados das cinco regiões do Brasil. As unidades estarão localizadas nas seguintes capitais:
- Manaus (AM)
- Dourados (MS)
- Belém (PA)
- Teresina (PI)
- Fortaleza (CE)
- Recife (PE)
- Salvador (BA)
- Belo Horizonte (MG)
- Rio de Janeiro (RJ)
- São Paulo (SP)
- Curitiba (PR)
- Porto Alegre (RS)
- Brasília (DF)
Os primeiros serviços da rede nacional devem começar a operar ainda este ano.
Mais recursos para modernização
Paralelamente ao projeto dos hospitais inteligentes, o Ministério da Saúde anunciou um aporte adicional de R$ 1,1 bilhão para a modernização de outras oito unidades do SUS. O foco será a oferta de serviços assistenciais inovadores. Entre os hospitais beneficiados estão:
- Hospitais Federais do Rio de Janeiro (UFRJ e UniRio)
- Novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense
- Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro
- Novo hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul
Fonte: G1 – Ao lado de Lula, Padilha anuncia rede nacional de hospitais e serviços inteligentes do SUS