O Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) defendeu, em nota institucional, a criação de um ministério exclusivo para a área, após a exoneração do ministro Ricardo Lewandowski da pasta da Justiça e Segurança Pública. O grupo classificou o momento como “oportuno e estratégico” para o desmembramento.

Em comunicado divulgado neste sábado (10), o Consesp agradeceu os esforços do ex-ministro e afirmou que a medida representaria “uma entrega estruturante e de elevado significado institucional para o Brasil”. A entidade defende que a segurança pública deve ser tratada como “elemento estabilizador”, baseada no diálogo permanente entre União, estados e municípios.

O Consesp também sugeriu que a nova pasta seja conduzida por gestores com experiência na área, citando nomes como o secretário de Segurança do Piauí, Chico Lucas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos. A entidade se colocou à disposição para colaborar tecnicamente com o processo.

A saída de Lewandowski, que pediu demissão por “razões pessoais e familiares”, reacendeu o debate sobre a divisão do ministério. Ele deixa o cargo sem ver aprovadas propostas como a PEC da Segurança Pública e o projeto de lei antifacção. O secretário-executivo, Manoel Almeida, assume interinamente a pasta.

A exoneração foi formalizada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) da última sexta-feira (9).

Fonte: G1