Salvador foi a capital brasileira com a maior valorização no preço médio de imóveis residenciais em 2025, registrando uma alta de 16,25% ao longo do ano, de acordo com dados do Índice FipeZAP divulgados em janeiro de 2026. O indicador monitora os preços anunciados na internet em 56 cidades, e nenhuma delas apresentou queda nos valores no período.

Logo atrás de Salvador, aparecem João Pessoa (15,15%), Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%). Na outra ponta, as capitais com os menores avanços foram Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Estes reajustes, inferiores à inflação estimada de 4,18% para 2025, representam uma queda real no poder de compra.

Nacionalmente, o preço médio dos imóveis residenciais subiu 6,52% em 2025, a segunda maior alta anual em 11 anos, superando a inflação e resultando em uma valorização real de 2,24%. A economista Paula Reis, do Grupo OLX, atribui o movimento ao bom desempenho da economia, com baixa taxa de desemprego (5,2% no trimestre até novembro) e crescimento do PIB acima das expectativas, o que compensou parcialmente o impacto dos juros altos sobre o financiamento.

Em dezembro de 2025, o preço médio de venda nas 56 cidades analisadas era de R$ 9.611 por metro quadrado. Vitória liderava o ranking de capitais com o m² mais caro (R$ 14.108), seguida por Florianópolis (R$ 12.773) e São Paulo (R$ 11.900). Salvador, apesar da maior alta percentual, tinha um preço médio de R$ 7.972/m². A cidade com o metro quadrado mais barato entre todas as analisadas foi Pelotas (RS), a R$ 4.353.

Fonte: Dados baseados no Índice FipeZAP. Para mais detalhes, consulte a reportagem original: g1.globo.com