Produtores de Tabatinga e Pirajuí, no interior de São Paulo, estão otimistas com a safra de tomate de 2026. Apesar dos desafios do calor intenso nas estufas, que pode prejudicar a floração, os agricultores relatam plantas mais vigorosas e uma expectativa de produção superior à da safra anterior.
Luciano Donizete Capana, produtor de Tabatinga, cultiva 20 mil pés de tomate em estufas, incluindo variedades como salada, italiano e grape. Ele destaca a qualidade e proteção que o cultivo protegido oferece, mas aponta o calor excessivo como um obstáculo. “Dentro da estufa, a temperatura chega a 48, 50 graus no pico do dia. Com isso, as flores abortam, o que reduz a produção”, explica. Na safra passada, um problema com vermes foi superado com controle biológico, reforçando sua produção orgânica, que agrega valor ao produto.
Em Pirajuí, Bruno Henrique Marcato expandiu sua produção para o tomate italiano, cultivando 6 mil pés em estufa. Atraído pela rusticidade da cultura em comparação com pepino e pimentão, ele já observa resultados positivos. “Os pés estão bonitos e carregados”, comenta. Uma técnica essencial adotada é a colheita do fruto ainda com uma coloração mais verde, garantindo maior durabilidade para o transporte e mantendo a qualidade exigida pelo mercado.
Ambos os produtores têm perspectivas financeiras positivas. Luciano vende o quilo do tomate orgânico por até R$ 7 para o mercado da capital, enquanto Bruno visa um preço mínimo de R$ 50 por caixa, contando com parceiros comerciais já estabelecidos.