O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, reclassificou o sigilo dos documentos da investigação sobre o caso Master, tornando mais restrito o acesso do Banco Central (BC) ao material. Apesar da medida, o relator afirmou que a instituição poderá ter acesso aos documentos se formalizar um pedido específico ao seu gabinete.

A reclassificação alterou o status dos autos de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica para acesso”. Em declarações, o ministro justificou a decisão como uma forma de evitar vazamentos de informações durante o andamento da investigação.

O caso Master, que envolve a liquidação do banco pelo BC em novembro de 2025 por incapacidade de honrar seus papéis no mercado, é alvo de apuração no TCU. O tribunal determinou uma inspeção para analisar o processo de liquidação, e o ministro Jhonatan, como relator, solicitou esclarecimentos ao BC sobre indícios de que a medida poderia ter sido adotada de forma precipitada.

Os documentos técnicos do TCU sobre o caso estão previstos para chegar ao gabinete do relator. O ministro garantiu que, uma vez recebido o pedido formal do Banco Central, compartilhará o material da área técnica do tribunal com a autoridade monetária.