Quem é Rafael Góis, CEO da Fictor?

O pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor trouxe para o centro do noticiário o nome de Rafael Góis, sócio e CEO da holding. A empresa, que atua nos setores de alimentos, serviços financeiros e infraestrutura, atribui a crise à tentativa de compra do Banco Master em novembro de 2025.

Trajetória e Formação

À frente da Fictor desde sua criação, Góis construiu uma carreira de mais de 25 anos no mundo dos negócios, passando por diferentes posições de liderança em áreas como indústria, tecnologia, setor imobiliário e finanças.

Segundo seu perfil no LinkedIn, Góis é bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Candido Mendes, formado em 2000, com foco em gestão estratégica, finanças e operações. O executivo afirma ter ingressado no mercado financeiro aos 16 anos.

A Expansão da Fictor

Fundada em 2007, a Fictor teve origem no setor de tecnologia, como fornecedora de soluções para logística e gestão empresarial. Em 2013, realizou sua primeira operação de investimento, iniciando um processo de diversificação.

O grupo expandiu suas operações por meio de participações e investimentos em empresas de diferentes setores. Hoje, o conglomerado atua nos segmentos de alimentos, energia, infraestrutura, mercado imobiliário e financeiro.

Desde então, Góis ocupa o cargo de sócio e CEO, conduzindo a expansão das operações, com sede em São Paulo e presença em diferentes regiões do Brasil. Entre 2024 e 2025, o grupo abriu escritórios no exterior, com unidades em Miami (EUA) e Lisboa (Portugal).

O Caso Banco Master

A Fictor ganhou projeção nacional ao se envolver no episódio que antecedeu a liquidação extrajudicial do Banco Master. Um consórcio liderado por um dos sócios anunciou uma proposta para adquirir a instituição financeira de Daniel Vorcaro.

Um dia após o anúncio, o Banco Central decretou a liquidação do banco, suspendendo a operação. Segundo a Fictor, o episódio teve impacto direto sobre a imagem do grupo, gerando “especulações” no mercado que reduziram significativamente a capacidade das empresas do grupo de manter recursos em caixa e honrar compromissos.

Em nota, o grupo destacou que a proposta de aquisição estava condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores.

Recuperação Judicial

Após a tentativa frustrada de comprar o Banco Master e a crise de imagem que se seguiu, o Grupo Fictor entrou com pedido de recuperação judicial em 2 de fevereiro de 2026 para reorganizar a operação da Fictor Holding e da Fictor Invest.

As empresas concentram as participações societárias e as operações financeiras do conglomerado, que reúne mais de 10 empresas. A medida busca equilibrar a operação e assegurar o pagamento de compromissos financeiros que somam cerca de R$ 4 bilhões.

No pedido, o grupo afirma ter a intenção de quitar as dívidas sem deságio e solicitou à Justiça um prazo de 180 dias para a suspensão de cobranças e bloqueios, com o objetivo de evitar que empresas economicamente viáveis sejam impactadas por restrições típicas do processo.