Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) revela um cenário de empate técnico na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados desaprovam a gestão, enquanto 45% aprovam o trabalho presidencial.

Os números, que estão no limite da margem de erro de dois pontos percentuais, mostram uma estabilidade na desaprovação, que se mantém em 49% desde outubro de 2025. Já a taxa de aprovação, que era de 47% em janeiro, registrou uma oscilação para 45% em fevereiro. Outros 6% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

“A divisão do país aparece também na aprovação do governo. Hoje, 49% desaprovam o governo Lula, enquanto 45% aprovam o trabalho feito por ele. Esse patamar de divisão está fixo desde out/25”, analisa Felipe Nunes, diretor da Quaest.

Análise por grupos específicos

A pesquisa detalha a avaliação em diferentes segmentos da população:

  • Posicionamento Político: A aprovação permanece praticamente estável entre lulistas (96%) e na esquerda não lulista (82%), embora neste último grupo tenha havido uma queda de 4 pontos percentuais em relação a janeiro.
  • Região Nordeste: Houve uma oscilação negativa de 6 pontos na aprovação, caindo de 67% para 61%.
  • Escolaridade: A desaprovação aumentou significativamente entre eleitores com Ensino Superior, passando de 54% em janeiro para 62% agora.

Outras métricas do governo

O levantamento também abordou outras questões:

  • Avaliação Geral: 39% consideram o governo negativo, 33% positivo e 26% regular.
  • Continuidade: 57% acham que Lula não merece continuar na presidência por mais quatro anos, contra 39% que acham que sim.
  • Economia (últimos 12 meses): Para 43% piorou, para 24% melhorou e para 30% ficou igual.
  • Expectativa Econômica (próximos 12 meses): 43% acreditam que vai melhorar, 29% que vai piorar e 24% que ficará igual.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre 5 e 9 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.