O Partido Social Democrático (PSD) de São Paulo recebeu um reforço significativo em sua bancada estadual com a migração de sete deputados do PSDB e do Cidadania. O anúncio foi feito após um encontro com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, na manhã desta quinta-feira (5).

Os parlamentares que decidiram trocar de sigla são: Rogério Nogueira, Carlão Pignatari, Barros Munhoz, Analice Fernandes, Maria Lúcia Amary e Mauro Bragato (todos do PSDB), além de Dirceu Dalben (Cidadania). A filiação oficial está marcada para 4 de março na sede do partido na capital paulista.

Em publicação nas redes sociais, Kassab celebrou a chegada dos novos filiados, descrevendo-os como “sete grandes quadros da política paulista”. O líder do PSD afirmou que o partido está “cada vez mais forte, com lideranças qualificadas e sucesso eleitoral em outubro”, referindo-se às eleições de 2026.

O movimento representa um duro golpe para o PSDB paulista, que agora conta com apenas duas deputadas na Assembleia Legislativa: Bruna Furlan e Carla Morando. Já o Cidadania mantém Ana Carolina Serra e Ortiz Junior. No início da legislatura, a federação entre as duas siglas somava 12 parlamentares.

Paulo Serra, presidente do PSDB de São Paulo, criticou a migração, classificando-a como “falta de ética e de respeito”. Ele soube da mudança através de publicação do líder da bancada, Rogério Nogueira, nas redes sociais.

Esta não é a primeira adesão de peso ao PSD recentemente. Em janeiro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, também anunciou sua filiação ao partido. Atualmente, o PSD conta com seis governadores, incluindo Marcos Rocha (Rondônia), e três pré-candidatos à presidência: Caiado, Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul).

Nas eleições municipais de 2024, o PSD foi a legenda que elegeu o maior número de prefeiros no estado de São Paulo (206). O partido também ocupa posições estratégicas no governo estadual, incluindo a vice-governadoria, comandada por Felício Ramuth.