O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou nesta quinta-feira (29) que a escolha do candidato do partido à Presidência da República em 2026 não será definida exclusivamente por pesquisas de intenção de voto. Em entrevista ao Estúdio i, Kassab afirmou que outros fatores políticos serão considerados, abrindo a possibilidade de um pré-candidato menos bem posicionado nas sondagens ser escolhido.
“Tem essa possibilidade”, disse Kassab. “Significa que será um conjunto de fatores que serão analisados. A pesquisa do momento também é importante, evidente, mas quando você fala que é uma solução política, envolverá uma série de outros fatores, perspectivas, relacionamento.”
O presidente do PSD descartou a realização de prévias partidárias, classificando-as como “indicativo de crise”, e reforçou que a decisão será tomada pela direção do partido de forma harmônica. Atualmente, três governadores são cotados para a candidatura: Ratinho Junior (PR), Eduardo Leite (RS) e Ronaldo Caiado (GO).
Kassab também comentou declarações sobre um eventual apoio mútuo entre o candidato do PSD e Flávio Bolsonaro (PL) num segundo turno. Para ele, essa migração de votos seria “quase natural” devido ao perfil do eleitorado, majoritariamente de centro-direita.
“O eleitor do nosso candidato é muito mais próximo do eleitor do Flávio Bolsonaro do que do eleitor do Lula. […] É quase que natural que o eleitor do Flávio vote no nosso candidato no segundo turno e vice-versa”, projetou.