O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, um dos nomes cotados para a disputa presidencial de 2026 pelo PSD, afirmou que o partido não realizará prévias formais para escolher seu candidato. Em entrevista ao Estúdio i, Leite declarou que a definição será feita por meio de diálogo e construção coletiva interna.
“Tem um processo interno que tem um grau de complexidade e, ao mesmo tempo, de simplicidade. Não haverá prévias, não há nenhuma discussão do partido de fazer prévias, é pelo diálogo, pela discussão interna, o entendimento daquela candidatura que melhor consiga encontrar espaço junto aos eleitores”, explicou o governador.
Com a recente filiação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o PSD agora conta com três potenciais pré-candidatos à Presidência: Caiado, Leite e o governador do Paraná, Ratinho Junior. Os três participaram juntos de um evento de filiação na noite anterior à entrevista.
Leite defendeu que o objetivo final é apresentar uma candidatura que represente uma “direita reformista e democrática, de pensamento liberal e respeitosa da imensidão cultural e regional do país”. Segundo ele, esse método de construção coletiva permitirá que o candidato escolhido chegue mais fortalecido à disputa nacional.
Sobre a expansão do partido, o governador destacou o fortalecimento nacional do PSD, mencionando as adesões recentes dos governadores Fábio Mitidiere (Sergipe) e Raquel Lyra (Pernambuco). “O PSD tem posições importantes no Nordeste. Além de governadores, também de parlamentares e, naturalmente, vai dialogar com outros partidos, com outras forças”, afirmou.
Questionado sobre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Leite demonstrou respeito à sua trajetória, mas lembrou que o próprio Tarcísio tem sinalizado interesse na reeleição ao governo paulista. “Se visualiza aí o prenúncio de que o caminho que ele terá. Ele mesmo diz, vai buscar a reeleição como governador em São Paulo, que é um caminho legítimo e até compreensível”, comentou.
O governador gaúcho finalizou defendendo a necessidade de o país construir novas opções políticas que transitem do centro para a direita, capazes de reunir diferentes visões em torno de um projeto comum. “O importante é conseguir se reunir em torno de uma pauta, de um programa, de uma visão de futuro para o Brasil”, concluiu.