A procura por ovos costuma aumentar durante a Quaresma, período em que muitas pessoas reduzem o consumo de carne e buscam outras fontes de proteína. Em granjas do interior paulista, os produtores se organizam para atender a essa demanda maior, com preços mais baixos em relação ao ano passado.
Em uma granja de Guarantã (SP), o avicultor Rômulo Tinoco explica que esse aumento no consumo é uma tradição anual. A produção da granja abastece consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
O cenário de preços em 2026 é mais favorável ao consumidor. Enquanto na Quaresma de 2025 uma caixa com 30 dúzias chegou a ser vendida por R$ 202,50 no atacado, no início deste período em 2026, a mesma caixa foi comercializada por menos de R$ 160.
Segundo Pedro Paulo Netto, gerente administrativo de uma granja em Presidente Alves (SP), o ano de 2025 foi considerado atípico e não há expectativa de que os preços retornem àquele patamar, mesmo com o aumento nos custos de produção devido à alta do milho e da soja.
A granja, que possui 250 mil galinhas poedeiras e capacidade de produzir mais de 3 milhões de ovos por mês, utiliza tecnologia para atender à demanda. Os ovos são transportados por esteiras até a área de seleção, onde passam por triagem, lavagem e classificação por peso antes da comercialização.
O ano de 2025 foi histórico para as exportações de ovos do Brasil, com mais de 40 toneladas exportadas – um crescimento de 121% em relação a 2024, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Esse avanço reduziu a oferta interna e pressionou os preços na época, um cenário que não se repete em 2026.