O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (10) que o diálogo em curso com líderes de partidos como União Brasil e Progressistas (PP) não é contraditório, mesmo reconhecendo divergências pontuais. A declaração foi dada durante entrevista ao programa GloboNews Em Ponto.

“É natural que na democracia se tenha essa divergência. Eles fazem parte [da base do governo]. Vamos debater projeto nacional e disputas nos estados. Há aliança nacional e aliança estado por estado. Temos que enxergar realidade política de cada estado brasileiro”, afirmou Edinho Silva.

O presidente do PT fez esta defesa pelo diálogo com siglas do Centrão quando questionado sobre a recente reaproximação com Ciro Nogueira, presidente do PP e ex-ministro da Casa Civil no governo Bolsonaro. Nogueira, que após deixar o cargo tornou-se crítico do atual governo, foi próximo do presidente Lula em gestões petistas anteriores.

A estratégia petista busca afastar o Progressistas da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência. Edinho Silva esclareceu, no entanto, que a reaproximação não envolve como contrapartida apoio do PT à reeleição de Nogueira ao Senado.

“Nossa tática eleitoral no Piauí está decidida: governador Rafael [Fonteles] à reeleição e ao Senado é o Marcelo e o Julio Cesar. Não vamos alterar tática eleitoral no Piauí de forma alguma. Isso não impede que nós possamos estar na mesma mesa dialogando com o PP e com o União Brasil um projeto para o país”, disse o presidente do PT.

Edinho Silva também comentou o papel do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) nas eleições: “Nós temos pelo vice-presidente um respeito imenso. O partido tem, no ato em Salvador, ele só não foi mais aplaudido que o presidente Lula. Eu tenho dito que o vice-presidente será candidato ao cargo que ele quiser.”