A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, informou à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que não comparecerá ao depoimento marcado para segunda-feira (9). A justificativa apresentada pela sua defesa foi a participação obrigatória em um evento de premiação pelo título do Campeonato Paulista de 2026, conquistado pelo clube no domingo anterior.

Em carta enviada pela defesa, foi alegado que se trata de um “compromisso institucional previamente agendado” e de presença “indispensável e intransferível” da presidente do time campeão. A cerimônia de encerramento organizada pela Federação Paulista de Futebol (FPF) ocorreria na noite da segunda-feira.

Além disso, a defesa informou que Leila Pereira estará fora do país entre os dias 10 e 25 de março. A CPMI está prevista para funcionar até 28 de março. Apesar das ausências, a presidente do Palmeiras colocou-se “à disposição” da comissão para prestar esclarecimentos, se necessário.

O CEO do Banco C6, Artur Azevedo, também convocado para a mesma sessão, igualmente informou que não participaria. Ambos basearam-se na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que suspendeu a votação em bloco de requerimentos que aprovou as convocações. A defesa de Pereira argumentou que, diante deste “fato novo”, a convocação não reuniria “as condições de validade indispensáveis para impor o dever de comparecer”.

Os dois executivos deixaram em aberto a possibilidade de depor caso novos requerimentos individuais sejam aprovados pela comissão. O requerimento para ouvir Leila Pereira foi feito pelo relator Alfredo Gaspar com base em informações do presidente do INSS, que apontaram a Crefisa (empresa de Pereira) como central em operações de pagamento de benefícios e posterior alvo de medidas restritivas pelo órgão.