Børge Brende, presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial (FEM), anunciou sua renúncia nesta quinta-feira (26), poucas semanas após a organização iniciar uma investigação independente sobre seu relacionamento com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.

O anúncio foi feito em comunicado, após revelações do Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicarem que o ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega participou de três jantares de negócios com Epstein e manteve contato com o financista por e-mail e mensagens de texto.

“Após cuidadosa reflexão, decidi renunciar ao cargo de presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial. Meu período aqui, ao longo de oito anos e meio, foi profundamente gratificante”, afirmou Brende no comunicado. “Sou grato pela excelente colaboração com colegas, parceiros e membros, e acredito que este é o momento adequado para que o Fórum continue seu trabalho sem distrações.”

Em nota separada, os copresidentes do FEM, André Hoffmann e Larry Fink, informaram que a revisão independente conduzida por consultores externos sobre os vínculos de Brende com Epstein foi concluída. Segundo o relatório, as conclusões não apontaram novas irregularidades além das já reveladas, que envolviam os encontros presenciais e as trocas de mensagens.

Os copresidentes anunciaram ainda que Alois Zwinggi assumirá o cargo de presidente e CEO interino. O Conselho de Curadores do Fórum ficará responsável por supervisionar a transição e organizar o processo de escolha de um sucessor definitivo.

Fundado em 1971 e com sede na Suíça, o Fórum Econômico Mundial é uma organização internacional sem fins lucrativos que reúne líderes políticos, empresários e especialistas para debater os principais temas da economia e da política global. Seu principal evento anual é o Fórum de Davos, que funciona como um espaço de articulação entre governos e grandes empresas, ajudando a definir agendas globais e influenciando decisões.