O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), defendeu a legalidade da sessão que aprovou a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT). Em entrevista à GloboNews, Viana afirmou que a votação seguiu estritamente o regimento interno, apesar das reclamações de parlamentares governistas que alegam ter tido maioria para barrar o pedido.
“Eu agi regimentalmente e o governo pode reclamar. A votação seguiu estritamente o que diz o regimento do Senado e da CPMI”, declarou Viana. “Todo o processo de votação segue o que a secretaria determina. Eu segui ipsis litteris desde o começo. O governo tentou derrubar a pauta toda, perdeu no voto e a pauta inteira foi aprovada”.
O senador explicou que contou sete integrantes do governo presentes na comissão, número insuficiente para formar a maioria simples necessária entre os 31 parlamentares presentes. Para barrar o requerimento, seriam necessários pelo menos 16 votos contrários.
A sessão desta quinta-feira (26) foi marcada por tumulto. Após o anúncio do resultado, governistas se aproximaram da mesa para protestar, ocasionando empurrões e troca de socos entre parlamentares. Entre os envolvidos na confusão estavam os deputados Rogério Correa (PT-MG), Alfredo Gaspar (União-AL), Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ).
Além da quebra de sigilo do filho de Lula, a comissão aprovou a convocação do ex-assessor do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. Também foram aprovadas quebras de sigilo bancário e fiscal relacionados ao Banco Master.
A investigação sobre Fábio Luís Lula da Silva foi motivada por trocas de mensagens apreendidas pela Polícia Federal entre Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e uma empresária, com possíveis menções a ele.