O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, comparece à Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta segunda-feira (2) para uma reunião a portas fechadas com deputados distritais. O objetivo é detalhar a situação patrimonial da instituição financeira, impactada por transações envolvendo o Banco Master.
Na pauta, está a dimensão do prejuízo decorrente das operações com o Master, que motivaram a apresentação de um projeto de lei pelo governador Ibaneis Rocha (MDB). A proposta autoriza o uso de nove imóveis públicos do DF para recapitalizar o BRB, seja por meio de venda ou uso como garantia para um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões.
Conforme investigações da Polícia Federal, das injeções de R$ 16,7 bilhões realizadas pelo BRB no Master entre 2024 e 2025, pelo menos R$ 12,2 bilhões apresentam fortes indícios de fraude. O Ministério Público Federal apontou indícios de participação consciente de dirigentes do BRB no suposto esquema.
O projeto de socorro ao banco, que o governo esperava aprovar ainda em fevereiro, enfrenta resistência de parte dos parlamentares, inclusive de aliados. Enquanto aguarda a tramitação, o BRB já convocou uma assembleia de acionistas para o dia 18 de março, com o objetivo de emitir até 1,67 bilhão de novas ações para reforçar seu capital.
A instituição também entregou ao Banco Central um plano preventivo para recompor o patrimônio e evitar o descumprimento de regras de solidez. O documento é mantido sob sigilo.