O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e sua equipe encerraram a segunda-feira (9) sem compreender as críticas generalizadas após a divulgação de imagens dos tumultos na rua da Consolação durante os eventos de pré-carnaval no domingo (8). O Ministério Público de São Paulo já instaurou um inquérito para apurar o episódio.
Em declarações, Nunes classificou a organização dos blocos no fim de semana como “um sucesso” e “perfeita”. A GloboNews ouviu membros da administração municipal após a repercussão das falas do prefeito.
O governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ponderou que “não dá para ter 1,5 milhão de pessoas na Consolação”, defendendo que a prefeitura e a Polícia Militar agiram com rapidez.
Internamente, a avaliação da gestão municipal é de que uma megaestrutura foi montada para atender adequadamente os 111 blocos do sábado (7) e os 71 do domingo (8). “Sinceramente, não estou entendendo o motivo de tanta crítica”, afirmou um representante da prefeitura.
Outro integrante da gestão destacou que não houve um grande número de feridos nem “bagunça ou depredação” por falta de policiamento. O encontro de foliões de dois megablocos na Consolação, ponto central da confusão, foi minimizado pelas fontes ouvidas pela reportagem. “Eram horários diferentes. Em outros anos, tivemos dois blocos no mesmo dia e local, em horários distintos. Não foi feito nada simultaneamente”, explicou uma delas.
O prefeito e praticamente todo o seu secretariado acompanharam o Carnaval minuto a minuto durante todo o final de semana.