A Polícia Civil do Rio de Janeiro não registrou, numa primeira tentativa, a denúncia de que a irmã mais nova, de 12 anos, da adolescente vítima de um estupro coletivo em Copacabana estaria a ser perseguida por um dos menores suspeitos do crime.

Segundo o advogado da família, o adolescente, apreendido na sexta-feira (6) suspeito de participar na agressão sexual, teria começado a rondar a irmã mais nova da vítima após o ocorrido. A mãe das meninas dirigiu-se à 12ª DP (Copacabana) para relatar a situação, mas foi informada pelo plantão policial de que o comportamento não configuraria o crime de ameaça e que, por isso, a ocorrência não seria formalizada.

Os agentes orientaram a família a procurar a Delegacia de Criança e Adolescente Vítima caso houvesse necessidade de algum encaminhamento.

O delegado titular da 12ª DP, Ângelo Lages, afirmou ao blog que não foi notificado pelo plantão sobre a tentativa de denúncia e que só tomou conhecimento do caso posteriormente. Lages orientou o advogado da família, Rodrigo Mondego, a retornar à delegacia com a mãe para efetivar o registo. “Já combinei com ele para levar essa mãe lá, para a gente poder formalizar, para ver se realmente esse crime aconteceu”, declarou o delegado.

De acordo com o advogado, o adolescente entrava na sala de aula da menina de 12 anos, observava-a à distância, apontando e rindo. Este comportamento repetiu-se por vários dias. A menina, intimidada, contou à mãe e disse que iria falar com a direção da escola se a situação continuasse. Na altura, ela ainda não sabia que a irmã mais velha tinha sido vítima de estupro.

O advogado afirmou que a mãe optou por não revelar os detalhes do caso à filha mais nova, mas decidiu procurar a polícia para registar o comportamento do adolescente.