O Partido Liberal (PL) está redefinindo sua estratégia eleitoral para as eleições de 2026 após perder dois de seus principais puxadores de voto: Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli. Ambos, que estiveram entre os deputados mais votados em 2022, tiveram seus mandatos cassados e enfrentam impedimentos legais que os afastam da próxima disputa.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos e é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma eventual condenação o tornaria inelegível. Carla Zambelli, por sua vez, já está inelegível por oito anos, foi condenada a 10 anos de prisão e está presa na Itália, para onde fugiu após ter seu mandato cassado pelo STF.

Diante deste cenário, o presidente do partido, Valdemar Costa Neto, está montando uma nova linha de frente com foco no Sudeste, região considerada estratégica. São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país, são prioridades.

As principais apostas do PL

Entre os nomes destacados pela cúpula partidária estão:

  • Nikolas Ferreira (PL-MG): Eleito com impressionantes 1,49 milhão de votos em 2022, é visto como uma das principais apostas nacionais do partido. Ele confirmou a intenção de disputar a reeleição.
  • Sóstenes Cavalcante (PL-RJ): Outro deputado federal que confirmou a candidatura à reeleição e deve atuar como puxador de votos no estado do Rio de Janeiro.
  • Lucas Pavanato: Vereador mais votado da cidade de São Paulo em 2024, com 161 mil votos, é cotado para uma candidatura à Câmara dos Deputados. Ele admite a possibilidade, afirmando estar à disposição do partido.

Outros nomes citados por Valdemar na lista de potenciais puxadores de voto incluem o vereador de Manaus Sargento Salazar (PL) e a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC). A lista se estende a deputados federais como André Fernandes (CE), Detinha (MA), Éder Mauro (PA), Cabo Gilberto (PB), André Ferreira (PE), Altineu Côrtes (RJ) e Zucco (RS).

O desafio de repetir o sucesso de 2022

O objetivo do PL é tentar repetir o desempenho de 2022, quando elegeu a maior bancada da Câmara, com 99 deputados. A função do puxador de voto é crucial nesse sistema: além de se eleger com votação expressiva, seu desempenho ajuda a eleger outros candidatos da legenda que estão bem posicionados na lista partidária.

A estratégia agora é construir uma rede diversificada de candidatos com apelo regional para compensar a ausência dos dois grandes nomes que lideraram a votação no ciclo anterior.