Após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibir visitas do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a Jair Bolsonaro, integrantes do partido buscam apoio para reverter a decisão. Nesta quinta-feira (5), o líder da oposição no Senado, Wellington Fagundes (PL-MT), reúne-se com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tentar liberar o acesso.

A proibição, decretada no final de janeiro, foi justificada por Moraes com base nos riscos que o contato direto poderia representar para as investigações sobre o envolvimento de Valdemar na trama golpista. Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, cumpre pena em uma sala do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, conhecida como Papudinha.

Sem o contato direto de Valdemar, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem atuado como principal porta-voz do pai e do partido. No entanto, setores do PL avaliam que essa intermediação prejudica as articulações políticas para as eleições, uma vez que Bolsonaro era o principal definidor das candidaturas estaduais antes de sua prisão.

O argumento que será apresentado a Gonet é que a proibição cria um desequilíbrio na disputa eleitoral, prejudicando o partido ao impedir o diálogo direto com o ex-presidente. A ex-primeira dama Michelle Bolsonaro também tem manifestado publicamente críticas a alianças locais, evidenciando a fragmentação nas decisões.

Além da reunião com Gonet, o senador Wellington Fagundes já havia procurado o ministro Gilmar Mendes, decano do STF, para defender, inclusive, a concessão de prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro.