A Polícia Federal (PF) está investigando as razões que levaram o ex-presidente da Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, a optar por uma viagem de carro de São Paulo para o Rio de Janeiro, em vez de utilizar um voo comercial. A decisão ocorreu após Antunes não embarcar em um voo de conexão que partiria do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), com destino ao aeroporto internacional do Galeão, no Rio.
De acordo com investigadores, o motivo da mudança de planos ainda não está claro para as autoridades. O ex-presidente da Rioprevidência foi abordado e preso por policiais rodoviários federais enquanto viajava pela rodovia na região de Volta Redonda, no interior do estado do Rio de Janeiro.
A prisão foi resultado de um trabalho integrado entre a PF, que comunicou o paradeiro do investigado, e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Antunes é investigado por suspeita de obstrução de justiça. A PF também apura se ele tentou ocultar provas relacionadas ao suposto aporte ilegal de quase R$ 1 bilhão da Rioprevidência no Banco Master.
O ex-presidente deve ser ouvido por policiais federais, que buscam esclarecer os detalhes do caso. Testemunhas já relataram que os aportes da Rioprevidência no Banco Master cresceram sete vezes em um ano sem a aprovação prévia de um comitê.