A Polícia Federal (PF) apresentou esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (7), informando que não é viável reduzir significativamente os ruídos do sistema de ar-condicionado na sala onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está preso com medidas "simples ou pontuais".
O posicionamento foi enviado em atendimento a um prazo determinado pelo ministro, após um pedido de providências da defesa do ex-presidente. Os advogados alegaram que o barulho constante compromete as condições mínimas de tranquilidade, repouso e preservação da saúde de Bolsonaro.
No documento assinado pelo delegado federal Maurício Rocha da Silva, a PF explicou que a Sala de Estado-Maior, onde o político está detido, fica próxima a áreas técnicas essenciais para o funcionamento do sistema de climatização do prédio. A corporação afirmou que uma intervenção efetiva demandaria "ações complexas de infraestrutura e, sobretudo, a paralisação total do sistema de climatização por período prolongado", o que prejudicaria as atividades ordinárias da Superintendência Regional da PF no Distrito Federal.
A polícia também destacou que não há outra sala disponível que atenda aos mesmos requisitos de segurança institucional oferecidos pela Sala de Estado-Maior. Quanto a soluções no curto prazo, a PF afirmou não enxergar viabilidade, dada a complexidade necessária para uma intervenção que exigiria a paralisação prolongada das atividades da superintendência.
Em seu pedido ao STF, a defesa de Bolsonaro havia sugerido como possíveis soluções a adequação do equipamento de ar-condicionado, o isolamento acústico da sala ou uma mudança no layout do local. Os advogados relataram que o aparelho está instalado ao lado da janela da sala, que não possui vedação adequada para atenuar o barulho constante.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Fonte: G1