O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, enviou uma manifestação ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), alertando que a determinação de lacrar e armazenar provas apreendidas na Corte pode causar danos irreparáveis à investigação sobre o Banco Master.

Na manifestação, Rodrigues pediu que Toffoli reconsiderasse a ordem para permitir que peritos da PF iniciassem imediatamente a análise e extração de dados de equipamentos eletrônicos, como celulares, apreendidos na segunda fase da Operação Compliance Zero. A PF argumenta que o acesso rápido é crucial para evitar a perda ou apagamento de provas.

A operação, autorizada por Toffoli, cumpriu 40 mandados de busca e apreensão na quarta-feira (14), incluindo endereços do dono do banco, Daniel Vorcaro, e parentes. A decisão ministerial determinava o cumprimento dos mandados em 24 horas e o armazenamento dos bens apreendidos no gabinete do ministro no STF.

Andrei Rodrigues também justificou o não cumprimento do prazo de 24 horas, citando questões operacionais como a necessidade de confirmar endereços de alvos, muitos dos quais poderiam estar viajando no período de férias, e a existência de outras operações já agendadas para a data.

A PF sustenta que a demora no acesso a dispositivos pode ativar novas camadas de segurança que dificultam ou impedem a recuperação de mensagens e arquivos, inviabilizando a continuidade das investigações sobre as suspeitas de fraude financeira no Banco Master.