A Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro determinou o afastamento preventivo do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) do cargo de escrivão da Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis. A medida é válida até a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em janeiro de 2026 para apurar faltas injustificadas do servidor.

Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, deixou o Brasil alegando perseguição política. Ele é réu por coação no curso do processo devido a atuações contra autoridades brasileiras a partir do exterior.

O PAD foi aberto para investigar a suposta ausência intencional e sem justificativa do ex-deputado ao serviço por mais de 30 dias consecutivos, após a perda de seu mandato na Câmara dos Deputados em 18 de dezembro de 2025. Com o fim do mandato, a Polícia Federal havia determinado seu retorno ao cargo na corporação, do qual estava afastado para exercer a atividade parlamentar.

A portaria nº 142, de 10 de fevereiro de 2026, assinada pelo corregedor regional da PF no estado, determinou que o escrivão entregasse a carteira funcional e a arma de fogo no prazo de cinco dias úteis. O processo administrativo pode resultar na demissão do servidor público caso seja configurado o abandono de cargo.