Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) revela que 43% dos brasileiros consideram que a situação econômica do país piorou nos últimos 12 meses. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 9 de fevereiro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Enquanto 43% avaliam uma deterioração, 24% dos entrevistados acreditam que a economia melhorou no período. Outros 30% consideram que a situação permaneceu estável. Os percentuais são praticamente idênticos aos registrados na primeira pesquisa do ano, realizada em janeiro.

Expectativa para o futuro

Olhando para os próximos 12 meses, o cenário se inverte. A maioria dos brasileiros (43%) acredita que a economia vai melhorar. No entanto, esse índice representa uma queda em relação a janeiro, quando 48% tinham essa expectativa. Atualmente, 29% preveem uma piora e 24% acham que a situação ficará igual.

Percepção sobre preços e poder de compra

A pesquisa também investigou a percepção sobre o custo de vida. Para 56% dos entrevistados, o preço dos alimentos subiu no último mês, enquanto 18% perceberam uma queda e 24% não notaram mudança.

Quando questionados sobre o poder de compra em comparação com um ano atrás, a maioria (61%) afirmou estar comprando menos com a mesma renda. Apenas 15% disseram conseguir comprar mais, e 23% mantiveram o mesmo poder de compra.

Dificuldade para conseguir emprego

O mercado de trabalho também é visto com preocupação. Quase metade dos brasileiros (49%) avalia que está mais difícil conseguir um emprego atualmente. Por outro lado, 39% consideram que a busca por trabalho está mais fácil, e 5% não percebem mudança.

Este cenário contrasta com os dados oficiais. A taxa média anual de desemprego em 2025 foi de 5,6%, o menor patamar desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

O levantamento da Quaest oferece um retrato da percepção pública sobre a economia brasileira, destacando uma visão predominantemente negativa sobre o passado recente, mas com expectativas moderadamente otimistas para o futuro.