Uma pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (12 de março de 2026) revela um cenário de desconfiança significativa em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o levantamento, 49% dos brasileiros afirmam não confiar na Corte, enquanto 43% dizem confiar. Outros 8% não souberam ou não responderam.
O estudo, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 6 e 9 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.
Evolução da confiança e divisão política
Os números indicam uma piora na percepção pública desde agosto de 2025, quando 47% não confiavam e 50% confiavam no STF. A análise por segmento político mostra clivagens profundas:
- Lulistas: 71% confiam, 21% não confiam.
- Esquerda não-lulista: 77% confiam, 18% não confiam.
- Independentes: 51% não confiam, 36% confiam.
- Direita não-bolsonarista: 77% não confiam, 20% confiam.
- Bolsonaristas: 84% não confiam, 13% confiam.
Percepção sobre o papel do STF
Apesar da desconfiança, 51% dos entrevistados reconhecem que o STF foi importante para manter a democracia no Brasil. Contudo, uma maioria expressiva (72%) acredita que a Corte tem poder demais, e 66% consideram importante votar em um candidato ao Senado comprometido com o impeachment de ministros do STF. Para 59%, o Supremo é visto como aliado do governo Lula.
Impacto do escândalo do Banco Master
A pesquisa também investigou como o escândalo envolvendo o Banco Master pode influenciar as escolhas eleitorais:
- 38% evitariam votar em qualquer candidato envolvido no caso.
- 29% levariam o tema em consideração, juntamente com outras questões.
- 20% não levariam o assunto em consideração para decidir o voto.
- 13% não souberam ou não responderam.
Quem foi mais afetado pela crise?
Quando questionados sobre quem teve a imagem mais prejudicada negativamente pelo escândalo do Banco Master, os entrevistados responderam:
- Todos os envolvidos: 40%
- STF/Judiciário: 13%
- Governo anterior de Bolsonaro: 11%
- Governo Lula: 10%
- Banco Central: 5%
- Congresso Nacional: 3%
- Nenhum deles: 1%
- Não sabem/Não responderam: 17%
Os dados refletem um momento de intenso debate sobre as instituições democráticas no país, com a confiança no Judiciário ocupando o centro das discussões políticas.