A Paramount Skydance firmou um acordo histórico nesta sexta-feira (27) para adquirir a Warner Bros. Discovery por US$ 110 bilhões, incluindo dívidas. O anúncio ocorre após a Netflix decidir não igualar a oferta final, abandonando a disputa pelo estúdio.
A oferta vencedora, liderada por David Ellison, foi avaliada como “superior” pela Warner e estabelece o pagamento de US$ 31 por ação. A transação, que ainda depende de aprovações regulatórias, deve ser concluída no terceiro trimestre deste ano.
“A Netflix tinha o direito legal de igualar a oferta da PSKY. Como todos sabem, no fim das contas decidiu não fazê-lo. Isso resultou em um acordo assinado com a PSKY nesta manhã”, afirmou Bruce Campbell, diretor de receita e estratégia da Warner Bros., em assembleia global.
A fusão promete criar um dos maiores conglomerados de entretenimento do planeta, reunindo um catálogo que inclui marcas icônicas como HBO, DC Comics, Harry Potter, Game of Thrones, CNN e Discovery. A base combinada de assinantes é estimada em cerca de 200 milhões.
Em comunicado, os co-CEOs da Netflix, Ted Sarandos e Greg Peters, justificaram a desistência: “A transação que negociamos criaria valor para os acionistas com um caminho claro para a aprovação regulatória. No entanto, com o preço necessário para igualar a última oferta da Paramount Skydance, o acordo deixou de ser financeiramente atraente”.
A proposta da Paramount, ao contrário da anterior da Netflix, abrange todo o grupo Warner Bros. Discovery, incluindo os canais de TV a cabo e notícias. Caso aprovada, a família Ellison passará a controlar marcas jornalísticas de peso como CBS News, 60 Minutes e a CNN.
Analistas apontam que a operação pode redesenhar o mercado global de streaming, dando à Paramount escala e um catálogo robusto para competir com gigantes como Disney e a própria Netflix. O negócio ainda precisa do aval do conselho da Warner e de órgãos reguladores nos EUA e na Europa, que analisarão os impactos na concorrência do setor.