A Nvidia apresentou projeções otimistas que superaram as expectativas do mercado, projetando vendas de aproximadamente US$ 78 bilhões para o primeiro trimestre fiscal. Este anúncio, feito na divulgação dos resultados financeiros, ajudou a dissipar parte do temor dos investidores sobre uma possível “bolha da inteligência artificial”.

Os resultados do quarto trimestre fiscal (novembro a janeiro) já haviam sinalizado força, com receita crescendo 73% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 68,1 bilhões, e lucro quase dobrando para cerca de US$ 43 bilhões.

O desempenho robusto é impulsionado pelos maciços investimentos de gigantes da tecnologia como Alphabet (Google), Microsoft, Amazon e Meta em infraestrutura de data centers e processadores de IA. Estima-se que esses investimentos somem ao menos US$ 630 bilhões até 2026.

No entanto, o cenário competitivo começa a se intensificar. A AMD prepara-se para lançar um novo servidor de IA de ponta ainda este ano e já conquistou clientes importantes da Nvidia, incluindo a Meta. Paralelamente, o Google surge como um concorrente direto, fechando acordos para fornecer seus chips próprios (TPUs) para empresas como a Anthropic, criadora do chatbot Claude, e negociando fornecimento com a Meta.

Esta movimentação sinaliza que a longa hegemonia da Nvidia no setor de chips para IA pode enfrentar desafios, à medida que grandes empresas de tecnologia aceleram o desenvolvimento de processadores próprios para aumentar seu poder computacional e reduzir dependências.