O Nubank anunciou nesta quinta-feira (29) um marco significativo em sua expansão internacional: recebeu aprovação condicional do Office of the Comptroller of the Currency (OCC) para operar como um banco nacional nos Estados Unidos, sob o nome Nubank, N.A.
Com a licença completa, a fintech brasileira poderá oferecer uma gama completa de serviços financeiros no mercado norte-americano, incluindo contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e até custódia de ativos digitais.
David Vélez, fundador e CEO do Nubank, destacou que a aprovação valida o modelo de negócios da empresa. “Esta é uma oportunidade de comprovar nossa tese de que um modelo digital e centrado no cliente é o futuro dos serviços financeiros em todo o mundo”, afirmou. Ele ressaltou, no entanto, que o foco principal da empresa permanece nos mercados da América Latina, especialmente Brasil, México e Colômbia.
A operação nos EUA será liderada pela cofundadora Cristina Junqueira, que se mudou para o país para comandar o projeto. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, assumirá a presidência do conselho de administração do novo banco.
“Receber a aprovação federal para uma licença de banco nacional é um passo significativo em nossa jornada para nos tornarmos uma instituição regulamentada sólida e competitiva nos EUA”, declarou Junqueira.
A autorização concedida é condicional. O Nubank agora entra em uma fase de organização e ainda precisa obter aprovações adicionais da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) e do Federal Reserve. O plano é capitalizar a operação em até 12 meses e inaugurar o banco em até 18 meses, cumprindo as exigências regulatórias.
Esta expansão faz parte de uma estratégia maior de estabelecer hubs estratégicos em cidades como Miami, São Francisco, norte da Virgínia e Carolina do Norte.
Fundado em 2013 e com sede em São Paulo, o Nubank já atende cerca de 127 milhões de clientes na América Latina. A empresa já é uma instituição financeira plena no Brasil desde 2016 e tem ações listadas na Bolsa de Nova York (NYSE) desde 2021, sob o ticker NU.