Ministros do Supremo Tribunal Federal demonstraram surpresa e perplexidade com novas informações contidas no relatório da Polícia Federal sobre a relação do ministro Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro. O documento, enviado à Corte, apresenta conversas que mencionam Toffoli, contradizendo explicações preliminares dadas pelo próprio ministro a seus pares.
Segundo apurou o blog, Toffoli havia minimizado, em conversas reservadas, os episódios investigados pela PF. Ele afirmou que o caso se resumia à venda de ações da empresa Maridt, em 2021, para o grupo Arleen, controlado por um fundo de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Com as novas revelações, os ministros agora buscam esclarecer se a relação se estendeu por um período maior e se houve novos aportes financeiros na Maridt provenientes de fundos ligados à estrutura do Banco Master.
Nesta quinta-feira (12), Toffoli admitiu publicamente ser sócio da Maridt. O nome da empresa é uma referência à cidade de Marília, seu local de nascimento, e às iniciais “DT” da família Dias Toffoli. O caso continua sob análise no STF.