A Nike está sob investigação da U.S. Equal Employment Opportunity Commission (EEOC), agência federal americana, por suspeitas de discriminação racial contra trabalhadores brancos. A ação judicial foi protocolada no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Leste do Missouri.
De acordo com o processo, a EEOC investiga alegações de que as políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) da empresa podem ter resultado em um ‘padrão ou prática de tratamento desigual’ contra funcionários, candidatos e participantes de programas de treinamento que são brancos.
A investigação abrange um amplo espectro de práticas trabalhistas, incluindo:
- Decisões de contratação e promoção
- Rebaixamentos e desligamentos
- Seleção para programas de estágio
- Iniciativas de mentoria e desenvolvimento de liderança
- Outros programas de carreira
A EEOC solicitou informações detalhadas à Nike, algumas retroativas a 2018, incluindo:
- Critérios usados para selecionar funcionários em processos de demissão
- Monitoramento e uso de dados de raça e etnia dos trabalhadores
- Como fatores raciais influenciam a remuneração de executivos
- Informações sobre 16 programas que supostamente restringiam oportunidades por raça
A agência afirma que a Nike não forneceu todas as informações solicitadas, o que levou à ação judicial para obrigar o cumprimento do pedido. Andrea Lucas, presidente da EEOC, declarou que ‘quando há indícios relevantes de que programas de diversidade possam violar leis federais que proíbem a discriminação racial ou outras formas de discriminação ilegal, a agência adotará todas as medidas necessárias para investigar os fatos.’
A EEOC é a única agência federal autorizada a investigar e mover ações contra empresas privadas por violações das leis federais que proíbem discriminação no emprego. No setor público, essa atribuição é dividida com a Divisão de Direitos Civis do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.