O pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, reconhecido como o “pai” do feijão Carioquinha, faleceu na última sexta-feira (2) em Campinas (SP). A informação foi confirmada pelo Instituto Agronômico (IAC) de São Paulo.
D’Artagnan foi a pessoa responsável por aprovar e lançar essa variedade de feijão em 1969, o que lhe rendeu o célebre apelido. O Carioquinha, ou feijão carioca, tornou-se o tipo mais consumido em todo o Brasil.
Esta variedade é resultado de um cruzamento natural de outros grãos. Conforme registros do IAC, o novo feijão foi apresentado ao instituto em 1966 pelo engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes. A partir de então, D’Artagnan liderou uma série de testes para avaliar o potencial agronômico e culinário da semente, trabalho que culminou no seu lançamento oficial três anos depois.
“Foram realizados testes que comprovaram que a variedade era mais resistente a doenças e apresentava maior produtividade”, explicou o pesquisador do IAC, Alisson Fernando Chiorato, em entrevista ao Globo Rural em 2016.
Atualmente, o feijão carioca é o preferido dos brasileiros, representando impressionantes 66% do consumo nacional, de acordo com dados do IAC.
A origem do nome ‘Carioca’
O nome da variedade mais popular de feijão do Brasil tem uma curiosa origem rural. Há quase 50 anos, em uma fazenda no interior de São Paulo, a coloração marrom-rajada dos grãos foi associada à pelagem de uma raça de porco criada na região, conhecida justamente como “Carioca” — que também possui um tom marrom claro com manchas escuras.
Desde a descoberta do feijão carioca, o IAC já desenvolveu 42 variações diferentes deste mesmo tipo de grão, demonstrando a importância e a evolução contínua desta cultura.
Fonte: G1 Agronegócios