O ministro da Casa Civil, Rui Costa, confirmou nesta quinta-feira (29) que Miriam Belchior, atual secretária-executiva da pasta, será a sucessora indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o ministério a partir de abril.
Rui Costa pretende deixar o cargo em março para concorrer a uma vaga no Senado pela Bahia. A informação foi divulgada pelo próprio ministro em entrevista a uma rádio de Jequié (BA).
“O presidente já comunicou a sua escolha tanto a mim quanto à Miriam. Ela foi ministra do Planejamento, trabalha muito, é uma técnica competente e assume o ministério no início de abril. A prioridade do presidente é que [as indicações] sejam de quem já está na equipe, para não haver descontinuidade nas ações de governo”, declarou Costa.
Miriam Belchior integra o governo desde o início do terceiro mandato de Lula, em 2023, ocupando a posição de secretária-executiva da Casa Civil – função considerada o braço direito do ministro Rui Costa.
A nova ministra possui ampla experiência na administração pública. Foi ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão entre 2011 e 2014, durante o governo Dilma Rousseff, e presidiu a Caixa Econômica Federal entre 2015 e 2016.
Belchior já atuou na Casa Civil nos primeiros mandatos de Lula (2003-2010), sendo responsável pelo monitoramento de projetos do governo federal e pela articulação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Formada em Administração Pública, possui mestrado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e experiência anterior na Prefeitura de Santo André, São Paulo, onde ocupou secretarias de Administração e Modernização Administrativa e de Inclusão Social e Habitação.
Rui Costa integra a lista de aproximadamente 20 ministros que deverão se afastar das funções para disputar as eleições deste ano. Pela legislação eleitoral brasileira, ministros que desejam concorrer a cargos eletivos precisam deixar seus cargos até seis meses antes da votação – prazo que se encerra em 4 de abril.
A Casa Civil, que despacha no Palácio do Planalto, é considerada um dos principais centros administrativos do governo federal, responsável por articular a execução das políticas públicas entre os demais ministérios.