O presidente argentino Javier Milei viajou aos Estados Unidos para participar da primeira reunião do Conselho da Paz criado por Donald Trump, nesta quinta-feira (19), em meio a uma greve geral que paralisou a Argentina.
Durante o encontro em Washington, Milei foi elogiado por Trump e ofereceu tropas argentinas para atuar na Faixa de Gaza, caso necessário para o processo de paz. “Colocamos à disposição a colaboração de nossos capacetes brancos. Nossa trajetória em operações de paz é um capital comprovado que colocamos a serviço da força de estabilização”, declarou o presidente argentino.
Enquanto isso, na Argentina, a maior central sindical do país (CGT) convocou uma greve geral contra a reforma trabalhista proposta pelo governo Milei. As ruas de Buenos Aires amanheceram vazias, com transporte público paralisado e comércio fechado.
O governo respondeu à paralisação com medidas de segurança incomuns, alertando a imprensa sobre “situações de risco” e recomendando que evitem se posicionar entre manifestantes e forças de segurança.
A reforma trabalhista, que está sendo discutida no Congresso, representa uma das maiores mudanças na legislação argentina em décadas. Entre os principais pontos estão:
- Flexibilização de contratos de trabalho
- Modificação de regras de férias e jornada
- Facilitação de demissões
- Limites a greves em setores essenciais
- Ampliação do período de experiência
- Mudanças na negociação coletiva
O projeto já foi aprovado pelo Senado e deve ser votado na Câmara dos Deputados até 1º de março. O governo negociou cerca de 30 alterações no texto original para garantir apoio político.
A Argentina tem histórico de participação em operações de paz da ONU, incluindo missões na ex-Iugoslávia nos anos 1990 e no Haiti.