O ex-presidente Michel Temer lamentou publicamente a morte do ex-ministro Raul Jungmann, confirmada neste domingo (18), em Brasília. Em suas redes sociais, Temer descreveu Jungmann como “um brasileiro que soube servir ao país” e destacou a marca que ele deixou em todas as suas funções públicas.

“Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamentar. Tristeza no plano cívico, saudades no plano pessoal. Descanse em paz, Raul!”, escreveu o ex-presidente.

Raul Jungmann teve uma longa e destacada trajetória na vida pública brasileira, ocupando cargos ministeriais em diferentes governos. Durante a gestão de Michel Temer, ele comandou o Ministério da Defesa e, em 2018, tornou-se o primeiro titular do recém-criado Ministério da Segurança Pública. Nesse período, foi responsável por coordenar operações baseadas em decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizaram o emprego das Forças Armadas em estados com crises de segurança.

Anteriormente, no governo Fernando Henrique Cardoso, Jungmann esteve à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e de Políticas Fundiárias. Sua carreira também incluiu três mandatos como deputado federal e a presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Desde 2022, Jungmann era o diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), onde liderava uma agenda de transformação do setor mineral pautada pelos princípios ESG (Ambiental, Social e Governança). O IBRAM confirmou seu falecimento e emitiu uma nota destacando seu “compromisso inabalável com a democracia, o desenvolvimento sustentável e o diálogo”.

Jungmann lutava contra um câncer no pâncreas. Ele foi internado diversas vezes nos últimos meses, a mais recente no sábado (17). Deixa dois filhos e uma neta. O velório e a cremação serão realizados em cerimônia restrita a parentes e amigos em Brasília.