O caso do Banco Master e as mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro colocam o Supremo Tribunal Federal e a política brasileira sob intenso escrutínio. Em Brasília, o Senado protocolou um pedido de CPI para investigar as relações dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Vorcaro, enquanto o STF discute internamente os desdobramentos da crise.
As conversas de Vorcaro, extraídas de aparelhos apreendidos pela Polícia Federal, vieram à tona após sua segunda prisão, em 4 de março. Reportagens do jornal O Globo revelaram que, horas antes de ser preso pela primeira vez em 17 de novembro, o banqueiro trocou mensagens com um contato salvo como “Alexandre de Moraes”. O ministro nega ter recebido as comunicações.
Os diálogos também citam parlamentares e dirigentes partidários, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), chamado por Vorcaro de “grande amigo”. A exposição dessas relações expõe a proximidade do banqueiro com as esferas de poder em Brasília.
Outro ponto de tensão é o contrato de R$ 3,5 milhões por mês assinado por Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, para advogar para o Banco Master. Seu escritório confirma a contratação, mas nega qualquer atuação junto ao STF.
Natuza Nery, apresentadora do podcast O Assunto, conversou com Maria Cristina Fernandes, colunista do Valor Econômico, sobre o impacto da crise para a imagem do ministro e suas possíveis consequências eleitorais em outubro.
A Segunda Turma do STF vota na sexta-feira (13) para manter ou não a prisão de Daniel Vorcaro, em uma decisão que pode definir novos rumos para o caso.